// Setor de construção civil deve manter crescimento nos próximos trimestres

O setor de construção civil deve ter bom crescimento pelos próximos quatro trimestres, de acordo estimativas divulgada a pouco pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon).

“Esse resultado positivo deve acontecer em função das taxas de investimentos feitos na economia, uma vez que o setor requer um longo prazo até sua conclusão, o qual não é inferior ao período de seis meses”, explicou a economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ana Maria Castelo.

Em 2009, a taxa de investimento em relação ao PIB ficou em 18,1%. Já a participação do setor de construção civil foi de 42,3%, contra os 36% em 2008. “O aumento da participação do setor de construção no Produto Interno Bruto (PIB)  aponta que esse resultado serviu para impulsionar as taxas de investimentos no pais”, aponta a economista.

Ainda segundo dados do SindusCon, o PIB da construção civil cresceu 16% na comparação com 8,3% em 2008, o que representou uma expansão acima do INCC-DI.

Estima-se que a taxa de investimentos no  encerre o ano de 2011 acima de 20% do PIB. No entanto, as estimativas para 2010 foram de um crescimento menor por conta de sinais de desaceleração da economia a partir de meados do ano de 2009.

“O aumento das importações fez gerar discrepâncias entre os resultados do comércio e indústria, o que reduz o crescimento do setor”, diz.

Apesar de uma atividade econômica mais branda, as vendas e lançamentos de imóveis no município e São Paulo já se equiparou aos números de 2010.

Segundo o sindicato, o número de lançamentos em 2011 já somam 26.365 unidades, contra os 25.818 mil de 2010.

“Isso mostra que a oferta já começa a se recuperar”, afirma a economista.

Diante deste resultado, o SindusCon não acredita que possa haver um período de bolha. “O aumento da oferta de crédito e emprego acaba por estimular o setor e consequentemente as grandes pressões estão nas grandes cidades, mas isso não significa um risco”, aponta Ana Maria.

Segundo estimativas da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) e Caixa Econômica Federal (CEF), a oferta de crédito habitacional deve ser da ordem de R$ 117 bilhões este ano e R$ 152,1 bilhões em 2012, vindos do FGTS e SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Crédito)

“Outro fator a estimular o setor, de acordo com o SindusCon, é o aumento na geração de  no setor que deve ser de 300 mil novos postos e a confiança dos empresários que segue em alta”, comenta a economista.

Ainda de acordo com dados do sindicato, a estimativa de faturamento do setor de construção será de R$ 200 bilhões para 2011, sendo uma ordem de R$ 45 bilhões de investimentos.

Fonte: Portal último instante

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